A ECONOMIA SOLIDÁRIA NA AMÉRICA LATINA E NO CARIBE

Este texto foi traduzido e editado, com autorização dos autores, a partir do estudo original em espanhol realizado por: Equipo de Economia Humana del DEJUSOL/CELAM, Equipo del Eje Desarrollo Humano Integral Solidario del SELACC (respectivamente Equipe de Economia Humana do DEJUSOL/CELAM e Equipe do Eixo de Desenvolvimento Humano Integral Solidário do SELACC)

Investigadores: Rosemary Gomes (Plataforma Faces do Brasil de Comércio Justo, Ético e Solidário); Tatiana Castilla (Mestre em Sociologia da Universidade de Brasília); Jonas Bertucci (Doutor em Sociologia da Universidade de Brasília). Coordenação: Ademar Bertucci.

A história da Economia Solidária na América Latina e no Caribe data da época pré-colombianda. O trabalho coletivo realizado em favor da comunidade, em muitos casos conhecido como Minka, estava presente nas diversas culturas e era uma experiência generalizada em toda a região. Os povos indígenas mantêm até hoje essas formas de trabalho solidário, que sustentaram suas economias e sociedades, além de fortalecer os espaços de resistência à colonização. A prática se estendeu até a época republicana e muitas comunidades mantêm até hoje essa relação.

Nos últimos 160 anos vimos florescer na região experiências valiosas de cooperativismo, solidariedade, redes de construção, a criação do Fórum Social Mundial, além do papel da igreja, que tem sido muito importante nesse processo, principalmente através da Cáritas, tanto na América Latina e no Caribe como nas Américas em geral. Um dos eventos significativos na América do Norte foi a criação da primeira Caixa Popular na Cidade de Levis, Quebéc, cujos membros eram agentes pastorais na época.

Na América Latina, a influência do cooperativismo como processo autogestionário foi tomando força em suas diferentes origens: democráticas-cristãs, social-democráticas, anarquistas, socialistas etc. Teve um peso relativamente grande no debate sobre o desenvolvimento da América Latina e o Caribe antes da tomada de poder pelas ditaduras na região, principalmente as militares. Com as ditaduras, grande parte do cooperativismo passou a ser controlado pelo Estado, se transformando em cooperativas de fachada para conseguirem subsídios governamentais, distorcendo sua razão de ser. 

Antes das ditaduras, o debate político e econômico no mundo dividia-se em dois campos opostos: o capitalismo e o comunismo. Na América Latina, entretanto, apareceu uma “terceira via política”: a solidariedade. As principais forças sociais que criaram a Economia Solidária na América Latina estão ligadas a um conjunto de atores sociais, com histórias e visões diferentes. Destacamos, por exemplo, os trabalhadores afiliados e/ou identificados com os sindicatos e com o movimento cooperativista latino-americano e do Caribe; as universidades, seja no campo da pesquisa, ou na extensão universitária; os movimentos do campo e da cidade; a igreja, através das pastorais e das comunidades eclesiásticas de base; e as organizações não-governamentais criadas pela sociedade civil – em grande parte exercendo as funções de fomento junto a trabalhadores da economia popular e solidária.

Nos últimos 20 anos houve uma perda progressiva do trabalho assalariado, principalmente pela redução do emprego, decorrente do esgotamento de estruturas sindicais hierarquizadas em alguns países da América Latina. Desde então, os movimentos sindicais urbanos e rurais vêm retomando seu papel, tentando aumentar sua base de representação junto aos subempregados, desempregados e os sem-terra, criando, assim, setores específicos de organização da Economia Solidária.

Na América Latina encontramos a Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA), que é uma entidade regional, na qual estão afiliadas 65 organizações nacionais de 29 países, representando 50 milhões de trabalhadores. Entre elas estão a CTA (Central de Trabalhadores da Argentina), a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Peru, Colombia, Brasil e Chile; e a CTM (Confederação dos Trabalhadores do México), entre outras. No Brasil, a ADS (Agência de Desenvolvimento Solidário) e a UNISOL (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários), se originaram da força de movimentos sindicais históricos.

Destaca-se, ainda, o papel das universidades na promoção da Economia Solidária, oferecendo cursos de estudo e extensão universitária. Muitas universidades estão adotando o tema da Economia Solidária, social, popular e outras variantes conceituais, como parte de sua agenda de investigação e pesquisas, além de oferecerem cursos de pós-graduação e mestrado. O tema “trabalho”, por exemplo, criou propostas como a “Universidade do Trabalho”, incluindo estudos sobre a Economia Solidária.

No Brasil, algumas universidades assumem o papel de “incubadoras” de empreendimentos da Economia Solidária, reunindo professores e alunos em torno da promoção de práticas de auto-gestão. É o caso da Rede de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (ITCPs), envolvendo incubadoras de 44 universidades brasileiras; e a Rede de Incubadoras universitárias de empreendimentos da Economia Solidária da Unitrabalho (IEES-UNiTRABALHO). Entre outras atuações, as incubadoras oferecem pesquisas tecnológicas para melhorar produtos e processos produtivos.

A educação popular, muito presente na América Latina e no Caribe, com sua metodologia libertadora, muitas vezes trabalha com os agentes pastorais da Igreja. Neste cenário, estão as pastorais do trabalho, da terra, da juventude, da alfabetização de adultos, dos moradores de rua, dos indígenas etc. Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai – coordenam mais de 150 Movimentos Sociais – incluindo mais de 3.000 representantes de Organizações Sociais de Jovens, mulheres e trabalhadores do campo e da cidade.

O papel da Igreja no desenvolvimento da Economia Solidária na América Latina

A Igreja Católica, em sua dimensão social, participou ativamente do processo de construção do movimento da economia alternativa na América Latina e no Caribe. Nos últimos 50 anos, a CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano) tem sido um dos principais espaços de reflexão e orientação da igreja católica latino-americana. Na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano de 2007, sediada na cidade brasileira de Aparecida, foi elaborado um documento criticando o modelo de desenvolvimento vigente na época. De lá, saíram algumas orientações-chaves, mostrando alternativas sustentáveis a partir de valores solidários, de uma economia voltada para a vida.

A mesma equipe de Economia Humana do CELAM atua como um dos grupos de trabalho da SELACC (Secretariado Latino-Americano do Caribe de Cáritas), encarregada do eixo do “Desenvolvimento Humano Integral Solidário”. A equipe vem promovendo reflexões sobre o modelo de desenvolvimento e suas alternativas para o episcopado e os agentes das pastorais/Cáritas. Apóia, também, o episcopado na articulação para influenciar a agenda de organismos internacionais nos assuntos relacionados à justiça, ao desenvolvimento humano e à paz.

As Cáritas/ Pastorais Sociais da América Latina e do Caribe (AL-EC) abraçaram o tema da Economia Solidária de diferentes maneiras, com ênfase na superação do formato assistencialista e em favor de metodologias de educação popular e processos emancipatórios, que dão autonomia aos grupos e estimulam a articulação com os movimentos sociais e de defesa dos direitos humanos.

Esta mudança do assistencialismo para condutas emancipadoras teve uma forte influência em alguns países e através das comunidades eclesiásticas de base. Elas se multiplicaram com práticas de organização comunitária, juntando a mística cristã com a gestão comunitária.

Desta maneira, diferentes práticas se formaram na construção da Economia Solidária e de um desenvolvimento que poderíamos chamar de “alternativo”. Exemplos dessas práticas são os Fundos Rotativos Solidários, micro-finanças solidárias, associações e cooperativas, feiras e centros de comercialização, agricultura familiar, assentamentos da Reforma Agrária, promoção do artesanato, da soberania alimentícia, desenvolvimento comunitário, trabalhadores de rua (catadores de papel e recicladores do lixo) e a inclusão de diferentes segmentos sociais excluídos do mundo do trabalho assalariado e não assalariado, entre eles a economia popular.

Em alguns países, como México, Brasil e Chile, entre outros, as Campanhas de Reflexão e de Coleta de Fundos de Solidariedade financiam as experiências relacionadas à Economia Solidária, em especial no período da campanha da fraternidade durante a Quaresma. Em 2009, durante a realização do Fórum Mundial de Belém (Brasil), o SELACC promoveu um evento sobre desenvolvimento sustentável e solidário na América Latina e no Caribe. As conclusões são favoráveis ao fortalecimento das redes nacionais e seus intercâmbios. Além disso, o Fórum indicou a RIPESS (Rede Intercontinental de Economia Social e Solidária) como uma referência muito importante quando se fala em desenvolvimento sustentável. Destaque, ainda, para o surgimento de espaços alternativos, como a Feira de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Brasil.

Outra iniciativa que corre paralela à Economia Solidária é a Economia de Comunhão, promovida pelo Movimento dos Focolares, de natureza espiritual e social. A Economia de Comunhão teve início no Brasil em 1991 e seu principal objetivo é a transformação da vida econômica e empresarial através dos ideais religiosos. Com o apoio da igreja e da sociedade civil, o movimento nasceu em 1943 em Trento, Italia. A Economia de Comunhão está presente em 182 países, e conta com a participação de mais de 4 milhões de pessoas, a maioria leigos e religiosos. A ideia é que não só a produção, mas também os saberes e talentos, sejam divididos e compartilhados, que a busca por uma maior igualdade social esteja sempre presente nas relações, assim como justiça, comunhão e solidariedade. Um dos polos empresariais criados sobre estes pilares é o Espartaco, criado em 1994 e sediado em Cotia, São Paulo, Brasil, e que integra sete empresas em regime de condomínio.

O fortalecimento das ONGs

A onda neoliberal nos países da América Latina e Caribe reduziu os recursos para politicas sociais e incentivou a criação de ONGs (Organizações Não Governamentais), que passaram a assumir tarefas que, na verdade, caberiam ao Estado.

Nesse cenário, muitas ONGs que mantêm fortes alianças com os movimentos sociais – e com experiência em organizar atividades de trabalho coletivo – passam a constituir um segmento de assessoria e promoção dos empreendimentos da Economia Solidária.

São muitas as organizações não governamentais que trabalham com a Economia Solidária e o com o Comércio Justo na América Latina. A maioria pertence à redes nacionais, latino-americanas e intercontinentais. Entre elas estão, por exemplo, a Fundação Sinchi Sancha (Equador), a Fundação Etnollano e Mambe Shop (Colômbia); o IDPA- Instituto para o Desenvolvimento e Paz Amazônica (Peru), também membro da GRESP-Grupo Red de Economia Solidaria Del Peru; a FUNDECA (Fundação para o Desenvolvimento do Campo e Comercialização Solidária-Paraguai), membro da RELACC (RED LATINOAMERICANA DE COMERCIALIZACIÓN COMUNITARIA). Além destas, são incontáveis as ONGs que trabalham de forma articulada, em diferentes tipos de redes, fazendo pressão junto aos governos para a promoção e fomento da Economia Solidária, do Comércio Justo e do desenvolvimento sustentável.

Entre as entidades que promovem o Comércio Justo e a Economia Solidária, se destacam a RIPESS-LAC ( A rede intercontinental de promoção da economia social e solidária – capítulo Latinoamérica e Caribe); a WFTO-AL (o braço da América Latina do World Fair Trade Association) e o Espaço Mercosur Solidário, entre outros, que trabalham, também, na criação de estratégias comuns para a Américal Latina e o Caribe.

Classificar as redes da Economia Solidária não é tarefa fácil. Elas têm características bastante diferenciadas: algumas são predominantemente políticas, outras produtivas ou comerciais ou uma combinação dessas três.


As redes com dimensão política, porém não ligadas a um partido político, pressionam para que as políticas públicas levem em conta os interesses dos empreendimentos. Defendem, ainda, o projeto político solidário do movimento através da criação de representações. As redes políticas possibilitam a cooperação e a inter-cooperação entre movimentos sociais e organizações de diferentes naturezas. São redes de organização, com um papel político de promover a organização do movimento, influenciar os processos públicos e tornar a Economia Solidária mais conhecida.

As redes com ênfase na atividade produtiva defendem a produção, comercialização e o consumo de maneira integrada e complementar. Desta forma propõem uma saída para o círculo vicioso presente na economia capitalista em prol da construção de um circulo virtuoso da Economia Solidária: incentivo à produção e facilidade na comercialização dos produtos das comunidades em diferentes espaços, que vão desde feiras até grupos de consumidores organizados, convidados a comprar diretamente do produtor. Os preços devem ser justos, promovendo o consumo responsável e solidário, fortalecendo a solidariedade e que as partes de complementem e não como alheias ao processo produtivo, como acontece na economia capitalista. O formato autogestivo permite repensar o processo produtivo e construir cadeias de produção, de intercâmbio de informações e conhecimentos que aumentem essa forma de organização social e econômica. Na Economia Solidária, se valoriza a comunicação em redes horizontais e a construção de cadeias produtivas. Embora uma organização seja de autogestão, ela não sobreviverá coerentemente com o princípio da solidariedade se não se articular com outras organizações de diferentes níveis, do local ao global.

Todas as redes da Economia Solidária são, em princípio, redes sociais, cujos vínculos exigem um compromisso coletivo mais amplo, na qual a dimensão econômica é relevante, mas subordinada a dimensões ético-solidárias.

Geralmente, as redes são compostas por uma diversidade de atores. Usando o exemplo do Brasil, podemos citar as ONGs de desenvolvimento, organizações de pequenos produtores, cooperativas (rurais e urbanas), prestadores de serviços agroindustriais solidários, setores acadêmicos (universidades e fundações), setores da igreja, (católicos ligados à CNBB, congregações religiosas, cristãos luteranos, adventistas etc), sindicatos ou centrais sindicais, entre outros.

Na América Latina e no Caribe há muitas redes formadas a partir da natureza ou trabalho de seus atores, por temas ou por espaços territoriais.

As redes econômicas de produção, comercialização e consumo são muito variadas. O principal elo de união entre elas é o Comércio Justo. Nos últimos anos, numerosas organizações da América Latina têm se dedicado ao desenvolvimento de mercados locais e regionais.

As principais redes continentais e nacionais.

Em especial na América Latina e Caribe, há uma verdadeira proliferação de redes do Comércio Justo e da Economia Solidária. O lugar do Comércio Justo como elemento ativo da Economia Social e Solidária é fortemente reafirmado pelos sócios sul americanos. Eles já trabalham amplamente em redes com entidades semelhantes, como associações de consumidores, sindicatos, organizações de direitos humanos, do meio ambiente etc. Destaque para o impacto sempre maior conquistado pelas grandes redes, capazes de exercer uma pressão política mais eficiente no campo político e público. Este é justamente um dos objetivos centrais do Comércio Justo: a implementação de campanhas de sensibilização em escala nacional e internacional, porém com muito ainda a conquistar. Para ilustrar a dinâmica dos atores e as iniciativas do CJS (Comércio Justo e Solidário) na América Latina e Caribe, veja, abaixo – mesmo que ainda que de maneira incompleta – as redes e iniciativas latino-americanas de Economia Solidária, Comércio Justo e/ou comercialização solidária:

Na Bolívia, a principal rede que articula e fortalece as organizações rurais e urbanas é a RENACC (Rede Nacional de Comercialização Comunitária). A maioria de seus membros são artesãos, com forte presença no mercado local. A RENACC está voltada para a formação de produtores e também presta assessoria para que a produção seja de qualidade e bem colocada no mercado. Trabalha, ainda, com temas como igualdade de gênero, conservação do meio ambiente e valorização da cultura e identidade nacional. A RENACC é membro da RELACC (RED LATINOAMERICANA DE COMERCIALIZACIÓN COMUNITARIA), da MCLACJ (Mesa de Coordenación Latinoamericana de Comercio Justo), e da RIPESS (Rede Intercontinental para a Promoção da Economia Solidária).

No Equador, a experiência de Maquita Cushinchic, MCCH, “Comercializando Como Irmãos”, funciona como uma rede nacional que, por sua vez, é parte de outra rede latino-americana, a RELACC (RED LATINOAMERICANA DE COMERCIALIZACIÓN COMUNITARIA). Maquita Cushinchic é um espaço de coordenação das organizações de produtores urbanos e rurais que trabalham com a comercialização comunitária em sete províncias do Equador. Promove, ainda, a comercialização associativa entre as redes de produtores organizados e as unidades comerciais da MCCH.

Na Colômbia, a rede “Colombia Verde” se dedica ao fortalecimento organizacional, produtivo e comercial de seus associados. São 41 organizações, presentes em 4 regiões do país, com produtos da agricultura orgânica, o agro e ecoturismo, artesanato e agricultura, entre outros. Outra experiência é a Fundação Mambe Shop, que trabalha com 25 grupos de pequenos produtores de artesanato de diferentes regiões da Colômbia. A fundação dá uma atenção especial às comunidades indígenas do Orinoco e do Amazonas colombiano. Faz, também, experiências com o Turismo Comunitário.

No Peru, a RPCJyCE (Rede Peruana de Comércio Justo e Consumo Ético) é dirigida por representantes de organizações do movimento do Comércio Justo e do GRESP (Grupo Rede da Economia Solidária do Peru). A RPCJyCE é membro da MCLACJ (Mesa de Coordenación Latinoamericana de Comercio Justo) e da RIPESS (Rede Intercontinental para a Promoção da Economia Solidária).

Argentina

A ENESS (Economia Social e Solidária da Argentina) cresceu nos últimos anos e reúne organizações como Nuestras Huellas, UNEM (União de Empreendedores do Morón), El Andamio Social, Fundação Sintesis, Cáritas Rosário, Fundação Silataj, entre outras. Desde 2007, a ENESS reúne organizações que dividem o compromisso de desenvolver e consolidar a Economia Social e Solidária na região. Está organizada em núcleos regionais, nas províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Córdoba, Formosa, Chaco, La Rioja, Mendoza e Missiones.

BRASIL



O FACES do Brasil é a plataforma de articulação do Comércio Justo e Solidário no Brasil, articulada com outros coletivos e rede nacionais como FBES (Fórum Brasileiro de Economia Solidária) e ANA (Articulação Nacional de Agroecologia). No exterior, o FACES faz parte da MCLACJ (Mesa de Coordenación Latinoamericana de Comercio Justo). Mantém, ainda, relacionamento direto com a RIPESS/LAC (Rede Intercontinental para a Promoção da Economia Solidária- Latin America e Caribe), a WFTO/LA (World Fair Trade Organisation-Latin America) e com a RELACC (Red Latinoamericana de Comercialización Comunitaria), entre outras.

Na Venezuela, a CECOCESOLA-Organización en Movimiento, sediada em Barquisimeto, é uma organização de Integração Cooperativa, de acordo com a Lei especial de cooperativas da Venezuela. Composta por mais de 50 organizações, integradas em uma rede de produção de bens e serviços, reunindo mais de 20 mil associados vindos de setores populares. A CECOCESOLA desenvolve diversas atividades, entre elas: produção e distribuição de alimentos, financiamento cooperativo, capacitação profissional, serviços de saúde baseados na medicina tradicional e serviços funerários. Estas atividades geram um processo educativo contínuo para a formação da cidadania e, ao mesmo tempo, resolve as necessidades coletivas que vão surgindo.

No Uruguai existe uma Coordenação Nacional de Economia Solidária integrada pela AUDEES (Associação Uruguaia de Empreendimentos de Economia Solidária), Comércio Justo Uruguay, Conselho de Canelones em Economia Solidária e Espaço de Economia Solidária.

No Chile, o espaço Economia Solidária do Chile articula o movimento das redes dessa economia e comércio. Entre seus membros estão a Rede de Economia Solidária de Santiago e a Redessoles (Rede de Socioeconomia Solidária do Sul do Chile). A Rede de Economia Solidária de Santiago é um espaço de articulação das instituições com as mesmas necessidades aberto para o debate dos efeitos do modelo econômico dominante em nossa sociedade.

No Panamá, o ICI (Instituto Cooperativo Interamericano) é o centro para a formação de líderes latino-americanos. O objetivo do ICI é criar laços entre suas organizações e os líderes de diversos países.

O Comércio Justo México foi criado em 1999 por organizações de pequenos produtores para a implantação de um modelo de desenvolvimento diferente, com um mercado baseado na justiça, solidariedade e sustentabilidade. O Comércio Justo México faz parte do ECOSOL México, da Rede Puentes Mexico, da MCLACJ (Mesa de Coordenación Latinoamericana de Comercio Justo) e ainda, da FLO (Fairtrade International), além de várias outras.

Algumas redes regionais

A RIPESS/LAC é uma organização que agrupa redes nacionais e setoriais da Economia Social e Solidária e está presente em seis países da América Latina. A RILESS (Rede de Investigadores Latino-Americanos da Economia Social e Solidária) contribui com fundamentos científicos para o desenvolvimentos de uma economia alternativa na América Latina. A RILESS é um projeto conjunto do Mestrado em Economia Social (MAES/ICO-UNGS) da Argentina; do grupo de Investigação sobre Economia Solidaria da Cátedra UNESCO/UNISINOS, RS, Brasil; do Colégio Mexiquense; da FLACSO-Equador e do URBARED (ICO-UNGS/IISUNAM, México).

RELAC é a Rede Latino-Americana de Comercialização Comunitária, com sede em Quito, Equador, que reúne 12 redes nacionais da América Latina. Essa relação facilita os serviços de formação profissional e de capacitação técnica, assessorias, informações e acompanhamentos. Seus membros são as redes nacionais de comercialização comunitária formada por produtores, consumidores, artesãos e instituições de apoio e serviços. Entre as redes nacionais estão: REMESS (México); REMACC (Guatemala); COMAL (Honduras); CORDES (El Salvador); RENICC (Nicarágua); PROCOSOL (Panamá); REDCOM (Colômbia); RELACC (Red Lationamericana de Comercialización Comunitaria- Peru); RENACC (Bolívia); Maquita Cushinchic, MCCH (Equador); FUNDECA (Fundação para o Desenvolvimento do Campo e Comercialização Solidária-Paraguai) e CORPROCE (Equador).

AS ORGANIZAÇÕES E MOVIMENTOS VOLTADOS PARA A REFORMA AGRÁRIA E OCUPAÇÃO DA TERRA.

Maela – o Movimento Agroecológico Latino Americano – é formado por organizações camponesas, indígenas, ONGs, de consumidores e movimentos e redes de agroecologia, além de instituições de educação e universidades. O Maela defende que, para haver desenvolvimento sustentável, é fundamental que se trabalhe com a Agricultura Ecológica. O Movimento conta com aproximadamente 150 membros de 20 países. Fizeram alianças com diversas instituições defendendo uma política que envolve, por exemplo, a soberania alimentar e a biodiversidade.

A Via Camponesa – o movimento internacional de camponeses, pequenos e médios produtores, indígenas, jovens do campo e trabalhadores agrícolas – é composta por 148 organizações espalhadas pelo mundo. Na América Latina, é formada por 31 organizações de 11 países. Entre as organizações camponesas estão o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra-Brasil); a CCP (Confederação Camponesa do Peru) e o Conselho Andino dos Produtores de Coca da Bolívia, entre outros.

O MST está presente em 24 estados brasileiros, nas cinco regiões do país. O MST considera a conquista da terra como o primeiro passo para a realização da reforma agrária. As famílias, depois de assentadas, permanecem organizadas, e buscam conquistar direitos básicos como saneamento e energia elétrica.

A ECONOMIA SOLIDÁRIA E O MEIO AMBIENTE

A questão ambiental é um dos pontos principais deste debate. Dentro da Economia Solidária são promovidas a preservação dos espaços naturais e formas de produção e consumo ambientalmente sustentáveis.

No campo, a produção de alimentos sem agrotóxico, ganha terreno. Nas cidades, os catadores de lixo vêm exercendo, com sucesso, o papel de agentes ambientais. A Economia Ecológica respeita os limites do espaço ambiental e sua justa distribuição entre as comunidades, povos e até mesmo gerações. Defende, ainda, uma sociedade que inclua em suas atividades sócio-econômicas a gestão ambiental.

Um bom exemplo de iniciativas solidárias baseadas na justiça ambiental são as Ecoaldeas e as Ecovilas. Elas são comunidades com estruturas sociais compactas, unidas em torno de valores ecológicos, sociais e espirituais (veja capítulo dedicado ao tema no Fazer).

A ATUAÇÃO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA NA CULTURA E EDUCAÇÃO

A cultura e a educação têm um papel fundamental na Economia Solidária e devem ser ensinadas nas escolas com metodologias participativas. Isso já acontece em Los Caracoles (Os Caracóis), em Chiapas, México. Criados em 2003, Los Caracoles são centros democráticos que articulam novas maneiras de participação política. Cada caracol é formado por uma Junta do Bom Governo, composta por representantes das comunidades locais. Nas Juntas, os membros são rotativos e substituíveis e coordenam a ajuda e o apoio entre as comunidades.

Na Bolivia, há experiências democráticas baseadas no direito a autodeterminação dos povos indígenas em terras comunitárias. A educação popular – que se espalhou por toda a América Latina – vem se fortalecendo e já faz parte das políticas públicas. Um exemplo é a alfabetização de adultos no Equador, Bolívia e Venezuela.

A Educação Solidária defende que o conhecimento deve ser gratuito, livre de qualquer tendências políticas, culturais, religiosas e econômica unilateral. Uma educação vital, inclusiva, popular, na qual o conhecimento local esteja integrado à ciência moderna e adaptada à Economia Solidária, Social, Comunitária – à Outra Economia. A Educação Solidária deve ser orientada para o fortalecimento próprio e recíproco, formal e não formal, em todos o níveis de ensino e em todos os setores da economia e do governo. Este tipo de educação deve agir, investigar, participar. E ser livre dos dogmas de escolarização do passado.

ENCONTRO REÚNIU SUSTENTABILIDADE, MODA, DESIGN E INOVAÇÃO EM RIO PRETO


Durante três dias aconteceram desfiles, exposições, workshops e intervenções. Além de novidades da área, o evento abordou a luta contra o câncer de mama.
Um dos maiores eventos de moda de São José do Rio Preto (SP) e região, que promoveu o encontro entre moda, design, inovação, talento e sustentabilidade, aconteceu na quinta-feira (15/10) e foi até o próximo sábado (17/10), no Riopreto Shopping. Neste ano, além de falar sobre as principais novidades da área, o Riopreto Shopping Weekend abordou a luta de mulheres contra o câncer de mama, já que outubro é o mês do combate á doença.
De acordo com a organização do evento, a Praça 3 de Eventos do shopping foi transformada em um palco com desfiles, exposições, workshops, tutoriais, intervenções e palestras. Tudo de graça.
Além de moda, assuntos como sustentabilidade, design, inovação, comportamento, estilo e saúde foram abordados. Um dos principais focos deste ano foi a luta de mulheres contra o câncer de mama. Na grade de atividade houve oficinas de auto-maquiagem, uso de turbantes e exposições de fotos sobre como as mulheres podem lidar melhor com a doença durante o tratamento.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
DIA 15/10
Às 10h – seletiva regional do concurso À procura do sonho – edição 2015, que vai revelar novos super top models para carreiras internacionais. É uma parceria entre a agência André Pereira Models e a agência Marilyn, que tem em seu casting nomes como Naomi Campbel, Kate Moss, Claudia Schiffer, Coco Rocha, entre outros.
Das 10h às 22h – Mostra de móveis assinados por jovens designers – Veromobili
Das 10h às 22h – Exposição Moda Consciente- com Amostra de Equipamentos antigos de tecer; produtos naturais utilizados para tingimentos de fios; matérias Primas orgânicas destinadas á produção de tecidos; e amostras de tecidos: orgânicos, alternativos e sustentáveis.
Das 10h às 22h – Exposição Ecobags – inspirados pelo livro “Ecobags – Moda e Meio Ambiente” da estilista, jornalista e apresentadora do programa GNT Fashion, Lilian Pacce, alunos da Gradução em Moda do Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro produziram 105 ecobags que hoje faz parte do acervo permanente da Modoteca da Biblioteca do Centro Universitário Senac.
Das 10h às 22h – Exposição fotográfica Outubro Rosa em Turbantes – exposição de 20 fotografias clicadas pelos alunos do curso Formação Básica em Fotografia, exibindo turbantes produzidos pelos funcionários do Sanac São José do Rio Preto na Campanha do Voluntariado 2015 em prol da campanha Outubro Rosa para o Instituto do Câncer (ICA) do Hospital de Base de São José do Rio Preto – docente responsável – Guilherme Pisa;
Das 10h às 22h – Exposição Amarração de tecidos com temas do inverno 2016, com 15 looks criados pelo estilista Alain Monteiro, docente do Senac, inspirados nos temas Vitoriano Gótico, Boho 4ever e Je Suis Moderna.
Das 10h às 22h – Exposição Crie moda Inclusiva – divulgar o trabalho da D.O.A (Deficientes Olimpienses Associados) e mostrar por meio da arte e da fotografia que as pessoas com deficiência estão inseridas num mesmo contexto que toda a sociedade fazendo a vida acontecer, tecendo suas histórias através de conquistas, oportunidades, procuras e encontros – com Mariah Arantes, vencedora do concurso regional de Moda Inclusiva em Araçatuba e realizador do mundo fashion com deficientes da região.
Das 13h às 17h – Workshop – Tutorial de Amarração de Turbantes com Alain Monteiro e Válter Luís, do Senac São José do Rio Preto.
Das 13h às 17h – Workshop Automaquiagem: inspiração temática Outubro Rosa, com Caio Toledo e Alain Monteiro – Senac São José do Rio Preto.
Às 13h – palestra Auto estima: como enfrentar os desafios e defender interesses – Juliana Ferrari, docente do Senac São José do Rio Preto, fará um debate sobre como confiar em nós próprios e quais as características básicas que devemos desenvolver se queremos sobreviver da melhor maneira no mundo que nos rodeia.
Às 20h – Palestra Outubro Rosa, Turbantes e Trajetória Profissional com o estilista Dudu Bertholini. O estilista falará sobre o turbante como ornamentos religiosos de várias culturas, de origem muito antiga, e de que forma ele foi inserido na moda e tornou-se símbolo estético de apoio às mulheres em tratamento oncológico. Ele também falará sobre sua trajetória profissional com foto em projetos recentes como o figurino da novela Verdades Secretas.
Das 21h às 22h – desfiles de lojas do Riopreto Shopping como Madame Chica e Aqua It.
DIA 16/10
Das 10h às 22h – Exposição Moda Consciente com Amostra de Equipamentos antigos de tecer; produtos naturais utilizados para tingimentos de fios; matérias Primas orgânicas destinadas á produção de tecidos; e amostras de tecidos: orgânicos, alternativos e sustentáveis.
Das 10h às 22h – Mostra de móveis assinados por jovens designers – Veromobili
Das 10h às 22h – Exposição Ecobags – inspirados pelo livro Ecobags – Moda e Meio Ambiente da estilista, jornalista e apresentadora do programa GNT Fashion, Lilian Pacce, alunos da Gradução em Moda do Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro produziram 105 ecobags que hoje faz parte do acervo permanente da Modoteca da Biblioteca do Centro Universitário Senac.
Das 10h às 22h – Exposição fotográfica Outubro Rosa em Turbantes – exposição de 20 fotografias clicadas pelos alunos do curso Formação Básica em Fotografia, exibindo turbantes produzidos pelos funcionários do Sanac São José do Rio Preto na “Campanha do Voluntariado 2015” em prol da campanha “Outubro Rosa” para o Instituto do Câncer (ICA) do Hospital de Base de São José do Rio Preto – docente responsável – Guilherme Pisa;
Das 10h às 22h – Exposição Amarração de tecidos com temas do inverno 2016, com 15 looks criados pelo estilista Alain Monteiro, docente do Senac, inspirados nos temas Vitoriano Gótico, Boho 4ever e Je Suis Moderna.
Das 10h às 22h – Exposição Crie moda Inclusiva – divulgar o trabalho da D.O.A (Deficientes Olimpienses Associados) e mostrar por meio da arte e da fotografia que as pessoas com deficiência estão inseridas num mesmo contexto que toda a sociedade fazendo a vida acontecer, tecendo suas histórias através de conquistas, oportunidades, procuras e encontros – com Mariah Arantes, vencedora do concurso regional de Moda Inclusiva em Araçatuba e realizador do mundo fashion com deficientes da região.
Das 13h às 17h – Workshop Customização Camisetas e Tênis: dicas e ideias para personalizar com Natália de Souza Vianna – Senac São José do Rio Preto. Observação: os participantes devem trazer o material (camisetas e tênis) para customizar.
Das 17h às 21h – Workshop Toy Art Brinquedo de Arte – Toy Art é um fenômeno dos tempos contemporâneos e tem sido campo de expressão muito usado por artistas. O workshop tem como objetivo ensinar a contemporânea prática que produz arte usando brinquedos misturando design e moda – com Aline Eloá Bernardi de Souza – docente da área de moda em Modelagem e Costura Senac São José do Rio Preto.
Das 14h às 18h – Módulo Design – Riopreto Shopping Weekend
Leandro Marcato, fundador da Veromobili
Formado em Engenharia, apaixonado por móveis e tecnologia.
Hugo Sigaud, designer
O curador da Vero foi apontado pela revista Wish Casa como um dos 30 jovens profissionais que mais se destacam no mercado e já acumula criações em parceria com grandes empresas.
O Formigueiro, designers
O coletivo carioca formado por Caio Bahout, Lucas Portes e Vinicius Mesquita desenvolve produtos que já são reconhecidos no Design Week de São Paulo, Rio de Janeiro e na de Paris.
Má Nieyama, designer
Além de produtora fotográfica e designer da Vero, a multifacetada Má Nieyama é blogueira e apaixonada por arquitetura, design e moda.
Kinin Design, designers
A dupla formada pelos irmãos Luis Gustavo e Giselle Boacnin foi apontada pela revista Casa e Jardim como aposta da nova geração do design brasileiro.
Paula Queiroz, jornalista
Paula é jornalista freelancer com publicações em revistas como Casa Vogue, Casa e Jardim e Wisk Casa, autora do Another Design Blog e também do recente canal do youtube que leva seu nome.
Às 19h – Palestra Moda Sustentável – Meio Ambiente – com Cássia Guimarães (Estilista, Consultora de Moda e Idealizadora do Projeto) e profissionais envolvidos com o tema Meio Ambiente.
Às 20h – Desfile de Moda Jardim do Éden – projeto Moda Sustentável.
Às 21h – Desfiles de lojas do Riopreto Shopping.
Às 21h15 – palestra e lançamento de livro A construção do Corset: da modelagem até o acabamento – a especialista em comunicação em moda Ana Laura Marchi Berg mostrará que o corset é uma das peças da história da indumentária que por vários séculos sobrevive praticamente com a mesma forma e função.
DIA 17/10
Das 10h às 22h – Exposição Moda Consciente com Amostra de Equipamentos antigos de tecer; produtos naturais utilizados para tingimentos de fios; matérias Primas orgânicas destinadas á produção de tecidos; e amostras de tecidos: orgânicos, alternativos e sustentáveis.
Das 10h às 22h – Mostra de móveis assinados por jovens designers – Veromobili
Das 10h às 22h – Exposição Ecobags – inspirados pelo livro Ecobags – Moda e Meio Ambiente da estilista, jornalista e apresentadora do programa GNT Fashion, Lilian Pacce, alunos da Graduação em Moda do Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro produziram 105 ecobags que hoje faz parte do acervo permanente da Modoteca da Biblioteca do Centro Universitário Senac.
Das 10h às 22h – Exposição fotográfica Outubro Rosa em Turbantes – exposição de 20 fotografias clicadas pelos alunos do curso Formação Básica em Fotografia, exibindo turbantes produzidos pelos funcionários do Sanac São José do Rio Preto na Campanha do Voluntariado 2015 em prol da campanha “Outubro Rosa” para o Instituto do Câncer (ICA) do Hospital de Base de São José do Rio Preto – docente responsável – Guilherme Pisa;
Das 10h às 22h – Exposição Amarração de tecidos com temas do inverno 2016, com 15 looks criados pelo estilista Alain Monteiro, docente do Senac, inspirados nos temas Vitoriano Gótico, Boho 4ever e Je Suis Moderna.
Das 10h às 22h – Exposição Crie moda Inclusiva – divulgar o trabalho da D.O.A (Deficientes Olimpienses Associados) e mostrar por meio da arte e da fotografia que as pessoas com deficiência estão inseridas num mesmo contexto que toda a sociedade fazendo a vida acontecer, tecendo suas histórias através de conquistas, oportunidades, procuras e encontros – com Mariah Arantes, vencedora do concurso regional de Moda Inclusiva em Araçatuba e realizador do mundo fashion com deficientes da região.
Das 13h às 17h – Workshop Toy Art Brinquedo de Arte – Toy Art é um fenômeno dos tempos contemporâneos e tem sido campo de expressão muito usado por artistas. O workshop tem como objetivo ensinar a contemporânea prática que produz arte usando brinquedos misturando design e moda – com Aline Eloá Bernardi de Souza – docente da área de moda em Modelagem e Costura Senac São José do Rio Preto.
Das 17h às 21h – Workshop Customização Camisetas e Tênis: dicas e ideias para personalizar com Alain Monteiro e Valter Luís – Senac São José do Rio Preto.
Das 17h às 18h – Palestra Temas e Produções – Inverno 2016 com Dalva Ferrari, coordenadora de moda e design do Senac Rio Preto. O inverno será guiado por três grandes temas: Vitoriano Gótico; Bho 4Ever; e Je Suis Moderna.
Das 18h às 19h – Mesa Redonda “Processo Criativo – com Alain Monteiro, Maria Fernanda Guarniero, Mariah Arantes e Mayra Nagy. Esta atividade falará sobre: Qual é a importância do profissional de Moda no mercado? Fast fashion e Slow fashion como se comportam estes setores da moda? Quem são estes públicos? E outros questionamentos do mundo fashion.
Às 19h – Palestra Moda Sustentável – Meio Ambiente – com Cássia Guimarães (Estilista, Consultora de Moda e Idealizadora do Projeto) e profissionais envolvidos com o tema Meio Ambiente.
Às 20h – Desfile de Moda Jardim do Éden – projeto Moda Sustentável.
Das 20h às 21h – Desfiles Lilica e Tigor, Rouparia e BB Básico.

VIVAMODA NITERÓI



Nos dias 14 e 15 de Agosto (sexta-feira e sábado), aconteceu em Icaraí: O VIVAMODA Niterói. Um evento que teve patrocínio do SENAC e apoio do FECOMÉRCIO e a PREFETURA DE NITERÓI. 
VIVAMODA foi organizado e realizado pela PNEL (promotora de eventos) em parceria com o sindicato dos logistas de Niterói. Que proporcionaram evento totalmente sem custo para os logistas com o intuito de alavancar as vendas e movimentar o setor da moda na cidade. 

Fizeram parte também do apoio agências de modelos como BRAVO MODEL RIO, AGÊNCIA BR SETE MODEL e a DESIR MODELS. Que disponibilizaram seus modelos para esses dois dias de evento. Ao total, foram quase 30 marcas que esporam suas coleções nesses dois dias de desfiles. Os evento contou também com o apoio de Makeup dos alunos do SENAC e Hair do salão e barbearia PAULO ROBBERT. 
A coordenação e organização geral do desfile é do Coolhunter Junior Eiras e a coordenação e cast dos modelos e passarela do Scout e Coolhunter Diogo Costa e sua assistente Vanessa Lomonte
O evento passará por várias cidades do Estado do Rio de Janeiro como: Petrópolis, Friburgo, Teresópolis entre outras...

De acordo com o catálogo oficial do evento a próxima cidade que o evento acontecerá é Petrópolis, cidade serrana do Rio de Janeiro.





Livo Villaventura Verão 2016 RTW - SPFW

DIREÇÃO CRIATIVA
Lino Villaventura
BELEZA
Marcos Costa
TRILHA SONORA
Felipe Venâncio
DIREÇÃO DE DESFILE
Lino Villaventura e Augusto Mariotti
INSPIRAÇÕES
Nenhuma em especial; o próprio repertório da marca
MATERIAIS
Seda pura, organza, gaze de seda pura, gaze devorê, tule de seda

Lino Villaventura está de volta e os fashionistas que acham a vida mais divertida com uma boa dose de drama e fantasia agradecem. Depois de duas temporadas mais contida, a veia performática teatral do estilista volta a pulsar, justamente no ano de comemoração de duas décadas de São Paulo Fashion Week. Para celebrar tantos desfiles no evento, Lino acrescentou ao seu verão 2016 vestidos e acessórios marcantes de coleções passadas, a começar pelo look que abre o show, do verão de 1997, usado por Marina Dias naquela época e nesta quinta, com direito a olho branco de lentes de contato e caminhar performático.

 

 


Com teto altíssimo e uma escadaria gigante que os modelos desciam para entrar na passarela, o Museu Afro Brasil serviu com perfeição como cenário para a teatralidade das roupas e atitude da marca. “É um jogo de cena”, resume o estilista, que diz não se inspirar em nada em especial para este verão. “Vou fazendo o que gosto.” Mesclada a acessórios como sapatos masculinos do desfile de 1996 e a impressionante cabeça feita com uma cobra naja de verdade, bordada com cristais e com o corpo descendo pelas costas da modelo (apresentação de 2005), a coleção  reafirma a personalidade excêntrica sedutora da moda de Lino. As nervuras, os bordados, o caimento assimétrico com bicos e a fluidez remetem ao exotismo de culturas distantes, desconhecidas, talvez até fictícias, como numa fábula estranhamente magnética. À dramaticidade da imagem e da performance é agregado o know how artesanal e técnico do designer, com peças muito bem acabadas, bordados delicados como os filigranas de cristais, os devorês nas gazes e as aplicações sobre o tule de seda. Destaque para a trilha sonora de Felipe Venâncio, que deu o clima de viagem exótica e misteriosa à apresentação, com atrações que incluíram atores na passarela, como Reynaldo Gianecchini, cobras empalhadas e modelos de olhos vermelhos e brancos.
Matéria Original: FFW

Maxi-Brinco no Rio de Janeiro

A nova da vez é um acessório que de "novo" não tem nada... Como sempre dizemos: "na moda nada se cria tudo se copia". A modelo Edie Segwick, musa inspiradora de Andy Warhol, tinha o maxi brinco como um de seus ícones na década de 60.

Devido a avalanche de acessórios maxis na passarela eles retornaram com tudo e ganharam as graças da cariocas nas ruas do Rio de Janeiro; chegou a vez dos maxis brincos.

Poderosos e suntuosos, eles já ensaiavam seu retorno, que foi confirmado com um dos desfiles mais comentados durante a temporada de moda, o da Dolce & Gabbana. Para sua coleção, a grife apostou novamente em referências barrocas como os arabescos, inspirada pelos mosaicos da Catedral Moreale, na Sicília. De lá surgiram muito ouro, pedrarias e o símbolo da vez, a cruz.

Confiram alguns dos maxi-brincos encontrados nas ruas do Rio de Janeiro.

 

 

 


COACH - Fall Winter 2015/16 - London Fashion Week




Stuart Vevers, traz influências militares para o seu 1º desfile masculino para a COACH. Para o inverno 2016/16. Apostando em casacos robustos e com estilos que remetem muito a influência militar da Alemanha. Algumas peças predominaram o verde musgo, no entanto com várias tonalidades distintas que trouxeram a clareza sobre a influência da coleção, mas com um toque urbano e sofisticado.













































Será que a grife também irá disponibilizar a coleção de inverno no Brasil? Bom, esperamos que isso aconteça, enquanto isso; vamos acompanhando os desfiles nas passarelas de Londres.


Chanel apresenta coleção Métiers D'Art com desfile na Áustria

A Chanel anuncia a compra de mais um ateliê (a companhia de tweed francesa A.C.T. 3) a fim de preservar minuciosos trabalhos artesanais em suas coleções Métiers d'Art. Batizadas assim em 2002, essas coleções são lançadas sempre em cidades diferentes como Dallas, Edimburgo e Xangai. A mais nova é Paris-Salzburg, apresentada em Salzburgo, Áustria, nessa terça (2/12).


Abrindo com Lara Stone, ela entra de cabeça na tendência de séculos passados - mais especificamente no século 19, época do Império Austro-Húngaro e da Imperatriz Sissi, com direito a todo um clima alpino com bordados; minirrufos e jabôs; folclore nas aplicações em vermelho, verde, amarelo e preto; botas de cano bem alto (a maioria com cadarço, meio boxeador, como a usada por Kendall Jenner); protetor de orelha em formado de trança enrolada à princesa Leia; casacos mais longos e muita calça...

O guarda-roupa deles definitivamente influencia o delas, dando um toque de modernidade. Assim como o curta "Reincarnation", que estreou junto com o desfile, sugere no personagem de Pharrell Williams, um ascensorista que usa um uniforme inspirador pra Coco Chanel - ela, interpretada por Geraldine Chaplin, tira o paletozinho clássico com bolsos da maison desse uniforme. Karl Lagerfeld jura que a história é real!



COLEÇÃO - FLORA BRASILEIRA

 



A vida é feita de escolhas. Tudo aquilo que se cria ou consome tem o poder de mudar o mundo, e é pensando nisso que a Razão Social facilita e apoia o consumo consciente através da criação de coleções sustentáveis com  um conceito de produção Fair Trade.




Sempre em busca de inovação, a Razão Social foi em Berlin buscar o melhor do design europeu, o qual em parceria com os mais incríveis materiais fornecidos no mercado nacional resultou em uma coleção essencialmente chic e versátil.


A marca:

A Razão Social é uma marca brasileira de Petrópolis que traz em seu cerne o conceito de consumo consciente. Fruto de um projeto piloto de comércio justo do SEBRAE, a marca lançou no mercado em 2005 sua loja física.
Hoje está de volta com um ponto de venda online http://www.rzstore.com.br/, oferecendo no mercado produtos com apelo ecológico que prezam a conscientização socioambiental e que levantam questões não apenas relacionadas ao comércio justo como também questões imperativas como o consumo de uma moda consciente, a solidariedade e a preservação do ambiental, diferenciando-se de outras marcas brasileiras.

Pensando nisso, a Razão Social convida você que entende a importância dos assuntos debatidos pela marca e também preza pelo comércio justo (fair trade) a se juntar a nós para que possamos fazer do nosso sonho de um fruto mais correto e sustentável uma realidade.

Visite a campanha de arrecadação no site Catarse: http://www.catarse.me/pt/razaosocialstore 


 

LUCIANO AGUIAR - FOTOGRAFIA



LUCIANO AGUIAR
 Luciano Aguiar, 33 anos, signo de leão, atualmente é fotógrafo e sócio proprietário na Livre Studio Conceito, antes STUDIO LUCIANO AGUIAR, atua no mercado Baiano e Carioca, que tem um ponto convergente para todas as formas de pensamento artístico. Um espaço dedicado às ideias livres, sem amarras, e com eles na arte de criar. 
Tem como pontos: SONHAR GRANDE | NUNCA DESISTIR DOS OBJETIVOS | NUNCA DEIXAR DE ACREDITAR.

Luciano, começou sua carreira trabalhando em produção de moda e estilo, que apesar de ser um mercado diferente, tem laços íntimos com fotografia, onde expressou grande apresso. Principalmente em fotografia de pessoas. 
Aguiar estudou na Visual Art - renomada Escola de Fotografia do Rio de Janeiro, onde surgiu a oportunidade de trabalhar na maior agência de casting do Estado do RJ, por seis anos, e lá fotografou centenas de atores, modelos e figurantes.
Produtor nato, que é, fez também trabalhos na área de moda e campanhas publicitárias importantes! Ministrando aulas para modelos e fotógrafos; nunca deixou de se especializar e estudar aquilo que mais AMA fazer: FOTOGRAFAR!

  • Perguntei ao Luciano em nossa entrevista:
 - O que você vê do mercado hoje em dia, o que a fotografia interpreta a você por trás das lentes? 
"Hoje o mercado popularizou demais, tanto pros fotógrafos quanto para os modelos, qualquer pessoa que compra uma máquina razoável já se considera um fotógrafo e o pior..., cobra por isso e geralmente, o resultado é um trabalho de baixa qualidade, as pessoas não estudam, não se informam, não se atualizam... em relação aos modelos com a popularização das redes sociais, todo mortal eh capa de revista (ou se acha capa de uma) , não temos mais os grandes ícones, as grandes referências!  A fotografia reflete a mais pura verdade de cada um, uma boa foto precisa ter verdade no olhar, no movimento, na luz, eu como fotógrafo de pessoas preciso captar isso da melhor forma, buscando o melhor ângulo, buscando o que cada um tem de melhor pra oferecer, fotografar é sempre uma troca, nunca é só o meu trabalho, nem só o trabalho do modelo!" diz Luciano.
- E quanto as pessoas que se "dizem capacitadas" por aprender a fotografar por vídeos no YouTube? Hoje em dia encontramos no YOUTUBE vários tutoriais ensinando várias coisas, inclusive fotografar.
"pode se ensinar uma técnica, ensina-se sobre equipamento, mas nunca se pode ensinar a ter sensibilidade ,olhar fotográfico... ou você tem ou não tem. Muito de uma boa fotografia vem da sensibilidade do fotógrafo sobre a cena" afirma Luciano Aguiar.
Confira algumas das fotos assinadas por LUCIANO AGUIAR.




 
 




Informações e Contatos:
Site: www.flickr.com/lucianoaguiar
E-mail: luciano.fotografo@hotmail.com